Uma Entrevista Inesperada: Laura Alho

Conhecem a Laura Alho, autora do livro 'Um Paraíso no Inferno'? Sempre tive curiosidade em conversar com uma escritora, de saber como é o processo de escrita, onde se inspiram. A Laura é um doce de pessoa, de voz ternurenta e com um sorriso contagiante. Adorei conversar com ela! Tive oportunidade de a fotografar, de a conhecer melhor, e claro, convenci-a a ser entrevistada por mim. O livro, esse, devorei-o em 4 dias: uma história de amor apaixonante que nos prende do início ao fim do livro!

Descreve como seria um dia perfeito para ti.

Esta pergunta pode ter várias respostas mediante a fase da vida em que estou (se é mais agitada ou não). Por exemplo, neste momento um dia perfeito seria um dia de sol, deitada numa rede, a comer coisas doces e a ler um bom livro, ou a escrever um!

Qual é o teu destino de sonho? Porquê?

Não tenho um destino de sonho, mas há dois locais que gostava de visitar: Paris e Polinésia Francesa. Paris porque desde que me conheço é a cidade que mais me fascina, e a Polinésia Francesa porque acho que deve ser um dos paraísos na Terra.

Que celebridade convidavas para jantar?

Passou-me o Brad Pitt pela cabeça porque, enfim, era a minha paixoneta de adolescente que, graças a Deus, depressa passou! Ahah! Nos dias de hoje, convidaria escritores. Se fosse neste preciso momento, convidaria a J. K. Rowling simplesmente porque é uma inspiração para mim.

Qual é a tua memória mais antiga? 

Laura Alho: Esta é difícil. Não sei precisar qual é a minha memória antiga, porque tenho tantas memórias de infância que ainda hoje recordo com tanta nitidez! Por exemplo, lembro-me de estar à janela com o meu avô paterno e a ver as estrelas; lembro-me de comer sopa da avó nos dias de inverno, perto da lareira, enquanto ouvia histórias fantásticas; recordo-me do cheiro da gemada acabada de fazer e do sabor do pão molhado na gemada… Recordo-me de comer gemadas desde sempre! São tantas memórias e tão bonitas que é difícil determinar qual delas a mais antiga.

Qual é a fotografia que guardas com mais carinho?

Uma fotografia dos meus avós paternos. Foram as figuras de referência da minha infância e continuarão a ser sempre.

Que momento gostarias de ter guardado para sempre e não o fotografaste?

São tantos… Infelizmente nunca fui dada a tirar fotografias e também não tenho muitas fotografias que façam uma reprodução da minha vida. Mas acho que sinto falta de fotografias que representassem todos os grandes momentos de felicidade que vivi, para poder recordá-los, revivê-los e para deixá-los como legado. Porque a verdade é mesmo esta: as fotografias são um dos poucos meios que temos ao dispor para nos darmos a conhecer quando já não estivermos aqui.

Qual é o teu lema de vida?

Seguir os meus instintos sem medo do que vem a seguir. Na verdade, tudo se resume a fazer o que gosto. A partir daí, parece que o universo conspira a meu favor e me faz conhecer as pessoas certas, a criar as oportunidades certas e trilhar o meu caminho da melhor forma que sei e que sou o capaz, com os recursos de que disponho no momento, sem desistir pelo caminho. Às vezes é um caminho duro, mas quando se tem certezas do que se quer, tudo é ultrapassável. O fracasso é parte integrante do sucesso.